PROJECTOS DO SECTOR DOS TRANSPORTES E LOGÍSTICA APRESENTADOS AOS EMPRESÁRIOS NACIONAIS
Decorreu hoje, (12 de Junho), na cidade de Maputo, a CTA Business Breakfast, que contou com a presença do Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, que usou da ocasião para mostrar as potencialidades do sector e convidar aos empresários a abraçá-las.
No sector das estradas, destacou o Terminal Seco de Dondo, projecto aprovado pelo Governo no ano passado e que, neste momento, foi concluída toda a fase de preparação e “esperamos iniciar as obras ainda no segundo semestre deste ano”.
“O Porto Seco de Dondo é, na verdade, uma estratégia que o Governo adoptou para reduzir a pressão sobre o Porto da Beira, que enfrenta constrangimentos relacionados com o aumento do fluxo de mercadorias, o que faz com que os tempos de espera durem vários meses em determinados terminais, sobretudo no terminal de combustíveis, e situações ainda mais complexas no manuseamento de carga geral”.
A consequência dessa ineficiência é a perda de carga e de oportunidades de negócio, o que representa um prejuízo significativo para o País. Além disso, gera custos elevados para os utilizadores do porto, porque as demoras acabam por aumentar os custos logísticos, que no fim são suportados pelo consumidor final.
Outro sector que tem potencialidade para o investimento nacional é o ferroviário, que precisa de uma reforma profunda que vai culminar com o actual abertura deste mercado.
“A experiência internacional monstra que o modelo de abertura do acesso à infraestrutura ferroviária é mais avançado e mais competitivo. A África do Sul já iniciou reformas nesse sentido, permitindo a entrada de empresas privadas como operadoras ferroviárias. Nós não podemos ficar para trás, porque isso tem implicações directas na nossa economia”.
João Matlombe referiu que sector privado nacional deve fazer parte das grandes políticas de desenvolvimento e não apenas assistir investimentos estrangeiros, sem beneficiar deles. Por isso, “convidamos o empresariado a organizar-se, acompanhar os projectos e preparar-se para participar activamente nas oportunidades que estão a ser criadas”.
Por seu turno, o Presidente da CTA, Álvaro Massingue, fez saber que o sector privado reconhece os progressos que Moçambique tem registado nos últimos anos, resultado de investimentos realizados nos Corredores de Maputo, Beira e Nacala, a expansão da capacidade esforços portuária, de os esforços de reabilitação ferroviária, a modernização de infra-estruturas aeroportuárias e as iniciativas de melhoria da conectividade regional representam avanços importantes para a competitividade da economia nacional.
“O sector privado considera fundamental acelerar a aprovação e actualização de instrumentos legais estruturantes, nomeadamente a Lei do Comércio Mercante, o Regime da Cabotagem, o quadro Logística regulatório Integrada, da do Agenciamento de Cargas e das actividades ferro-portuárias”, disse.
