Moçambique e Zimbabwe reforçam compromisso com a logística, competitividade e cooperação no corredor vital da Beira

26.03.2026 16:34:26 - Comentário(s)

CORREDOR DA BEIRA: MOTOR ESTRATÉGICO PARA O DESENVOLVIMENTO REGIONAL E NACIONAL

As delegações de Moçambique e Zimbabwe estiveram reunidas, hoje, na Cidade da Beira, província de Sofala, para debater a relevância estratégica do Corredor da Beira e caminhos para torná-lo mais dinâmico e atrativo, não só o país, como também para a região.

No encontro, a delegação moçambicana foi representada pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe, e a zimbabweana pelo respectivo chefe July Moyo, que esteve acompanhado pelo Ministro dos Transportes e Desenvolvimento Infraestrutural do Zimbabwe, Felix Mhona.

Na verdade, esta é uma reunião de seguimento do contacto que os Chefes de Estado de Moçambique e Zimbabwe mantiveram, no ano passado, na qual abordaram o papel estratégico do Corredor da Beira.

João Matlombe manteve, igualmente, um encontro de trabalho com o edil da Beira, Albano Carige, para falar do papel estratégico do corredor da Beira para o País e na dinamização económica regional.

Na sua intervenção, o Ministro dos Transportes e Logística sublinhou que Moçambique renova o seu compromisso de colocar o Corredor da Beira à disposição do Zimbabwe para ajudar na logística naquele país vizinho e com fortes relações históricas.

“Queremos que o Governo de Zimbabwe possa planificar a logística, possa assumir que tem em Moçambique condições criadas para poder planificar a logística, a importação, a armazenamento de toda a sua cadeia logística, quer ao nível dos combustíveis, mesmo ao nível das outras commodities, estamos a falar (0:31) de carga contentorizada ou carga geral”, manifestou a abertura, João Matlombe.

E não faltam exemplos concretos de facilidades que Moçambique cria para o Zimbabwe. “É por isso que nós decidimos avançar com o projeto do Porto Seco, que está associado a uma área de facilitação logística ao nível de Dondo, que é uma estratégia que nós adotamos para ampliar a capacidade do Porto da Beira. Para além do Porto Seco, prevemos uma área enorme de desenvolvimento que pode permitir que o Governo de Zimbabwe possa ter áreas também para planificar e fazer a sua armazenagem em estoque, para poder, obviamente, a médio prazo, evitar situações de crise”, destacou o Ministro dos Transportes e Logística.

 

Por sua vez, a delegação Zimbabweana reconhece a importância vital do Corredor da Beira para a sua economia e de outros países da região.

“Para nós, em Zimbabwe, Beira é a linha sanguínea da nossa vida.  Sem Beira, estaríamos prejudicados. E sem o posto de fronteira em Nhamatanda, Zimbábue estará em situações sérias.Mas não é só para Zimbábue, por acaso. Não só Zimbabwe, mas também Zâmbia, RDC e, recentemente, Botsuana expressou um grande interesse em nos unir a esta rotina em Mozambique”, referiu chefe da delegação Zimbabweana.

O Ministro dos Transportes e Logística manteve um encontro com o edil da Beira para, igualmente, falar de acções que visam dinamizar o Corredor da Beira e torna-lo mais relavante para Moçambique, competitivo e atrativo para os países da região. 

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