Logística: Protagonismo e Inovação em Destaque na China 

22.04.2026 16:11:36 - Comentário(s)

PROJECTOS DO CORREDOR DA BEIRA JÁ TEM ACORDOS DE FINANCIAMENTO

O Governo de Moçambique, através do Ministério dos Transportes e Logística, assinou hoje (22 de Abril), um memorando de entendimento com duas empresas chinesas, nomeadamente a Zhongmei Engineering Group e a Union Portlink Capital para a viabilização dos projectos de construção da Estrada de Acesso do Porto da Beira e do Terminal Logístico de Dondo.

Os projectos são estruturantes e visam impulsionar o desenvolvimento de todo o corredor logístico da Beira. “São projectos que já estão em curso e o corredor da Beira faz parte das prioridades do nosso Governo como forma de maximizar o potencial que possui para desenvolver a nossa economia e não só, ao mesmo tempo que vai melhorar o atendimento dos países vizinhos, nomeadamente Zimbábue, Zâmbia, Malawi, que dependem do Porto da Beira”, explicou o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe.

No âmbito de Parcerias Público e Privada, foi constituído um consórcio de empresas privadas que vão investir cerca de 160 milhões de dólares americanos, o que para além de gerar novos postos de trabalho, vai desenvolver a componente logística naquele ponto do País.

Importa realçar que a estrada de acesso ao Porto da Beira também vai descondicionar toda a cidade, por se tratar de uma via alternativa que vai permitir o desvio do tráfego pesado para o acesso dedicado ao Porto da Beira, com isso a actual estrada será apenas para às necessidades urbanas.

“Esta é uma forma de dar uma grande contribuição para que a cidade possa funcionar de forma normal. Tem sido essa a nossa preocupação como Governo e temos trabalhado com o Conselho Municipal da Beira, sobretudo por causa dos serviços e das infraestruturas que vão ser afectadas no âmbito da construção da nova estrada de acesso ao porto”, disse.

Ao nível do Porto Seco também será construída uma estrada de acesso, com um viaduto, de forma a permitir que possa cruzar o N6 e não interferir no volume de tráfego normal, o que vai ajudar na optimização do tempo.

Neste momento, “o nível de desempenho da N6, no geral, desde a fronteira de Machipanda até o porto da Beira, é péssimo. Temos longas filas tanto na fronteira como no porto da Beira e para garantir essa eficiência é preciso intervir nas infraestruturas e é o que estamos a fazer”.

Matlombe fez saber que a segunda fase consistirá na intervenção dentro do Porto da Beira, um o trabalho que será feito pela empresa Portos Caminhos Ferro de Moçambique (CFM), com vista incrementar a capacidade do nível do terminal de combustíveis. Na mesma senda, o Governo está a trabalhar em coordenação com a CPMZ para a duplicação da capacidade do pipeline que liga Moçambique a Zimbabué. “Ao longo deste ano vamos anunciar o início das obras, assim poderemos maximizar o potencial existente e aumentar a contribuição económica para o nosso País”, disse.

Acrescentou que “estamos cientes dos desafios que temos ao nível dos terminais de carga e de contentores e estamos a fazer um trabalho com todos os parceiros envolvidos, por forma a ver como é que podemos maximizar isso”.

Referiu que na China, durante a visita, a delegação moçambicana visitou um canal com um calado menor que o da Beira, a cerca de 6 metros de profundidade, que faz um manuseamento de mais de 20 milhões de toneladas ao ano, como resultado da eficiência e do investimento em toda a cadeia.

“É o que estamos a tentar estimular ao nível do Porto da Beira, pois acreditamos que é possível atender a demanda, reduzir o tempo de espera que, neste momento, no terminal de cargas chega a ser acima de 60 dias e nos combustíveis são cerca de 90 dias”. 

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