Infraestruturas Rodoviárias no País

02.07.2026 23:25:49 - Comentário(s)

PRIMEIRAS OBRAS DO “MAIS ESTRADAS-2031” PODERÃO ARRANCAR NO INÍCIO DO PRÓXIMO ANO

O Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe, anunciou, hoje, na província da Zambézia, que as primeiras obras do Programa Governamental designado “Mais Estradas-2031”, poderão arrancar no início do próximo ano.

O governante explicou já decorrem trabalhos de “socialização” do Programa junto dos principais intervenientes para que, também, tragam as suas contribuições para que as estradas que serão construídas tenham a qualidade necessária.

“Portanto, a nossa expectativa é que até o final do mês de Julho tenhamos a abertura das propostas e, durante os três meses que se seguem, façamos a avaliação e tenhamos os processos normais em relação à autonomia administrativa concluídos. Uma vez concluído, antes do final do ano esperamos ter os empreiteiros quase contratados. Será uma fase de gerir a época chuvosa e, assim que as condições estiverem criadas, no início do próximo ano, algumas obras já devem começar”, revelou o Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe.

E na província da Zambézia, um dos troços que será beneficiado pelo Programa “Mais Estradas -2031” é Malei-Maganja da Costa que, no entender de João Matlombe “É uma estrada para nós, como província, importante para a logística da região e vai facilitar o acesso, obviamente, à Nacala, tendo em conta o Porto de Nacala que nós temos, que é o ponto de entrada na zona norte da parte grande da mercadoria e vai facilitar, também, a parte grande da produção ao nível da província da Zambézia, para  o escoamento, usando o mesmo corredor para fazer chegar a Nacala e a exportar”.

Ainda na Zambézia, o Ministro dos Transportes e Logística inteirou-se do nível de preparação do programa “Compacto”, financiado pelos Estados Unidos da América, através do Millennium Challenge Account – Moçambique, que implica a construção da segunda ponte sobre o Rio Licungo e da Circular de Mocuba.

 “São infraestruturas estratégicas, tendo em conta a visão do Governo sobre o destino do Mocuba, não só como futura capital política parlamentar do País, mas sobretudo como estamos a pensar em desenvolvimento econômico da região norte a partir do Mocuba. Essas infraestruturas todas fazem parte de um conjunto de iniciativas que o Governo está a tentar viabilizar, tanto da parte da rede de estradas, tanto da parte da infraestrutura de suporte para que, de fato, a província de Zambézia dê ou consiga manter o posicionamento estratégico para o desenvolvimento econômico de Moçambique”, fundamentou João Matlombe.

No seguimento de uma decisão do Conselho de Ministros, que aprovou o projecto de Concessão do Porto de Quelimane, João Matlombe visitou a área onde vai ser implantado o terminal de combustível, o qual o Governo vem como estratégico uma vez que, também, poderá servir o mercado de Malawi, que fica mais próximo do País.

“Com isso, poupamos quase 50% comparado com o porto da Beira. O projeto aprovado pelo Ministério, que foi autorizado pelo Conselho de Ministros, atende e vai impulsionar bastante o desenvolvimento da província de Zambézia, do ponto de vista econômico, de geração de emprego e vai, igualmente, despertar um pouco mais a cidade de Quelimane, tendo em conta o poder estratégico que o porto tem.  Ao nível do porto de terminal de carga, estamos a trabalhar ainda com os concessionários para ver se conseguimos fechar a proposta do conceito que nos foi apresentado”, explicou o Ministro dos Transportes e Logística.

O titular da pasta dos Transportes e Logística manifestou o seu agrado com o nível de execução das obras da estrada Quelimane-Namacurra e assegurou que o troço que dá acesso à capital provincial da Zambézia será concluído, tanto que “Continuamos a fazer um trabalho ao nível interno para ver se conseguimos mobilizar recursos e concluir o trabalho que nos fez com que não concluíssemos a obra e que tem a ver com algumas famílias afetadas quase na proximidade. Este trabalho vai continuar. Queríamos já deixar a mensagem à província de Zambézia que o trabalho vai continuar.  O Governo vai continuar a trabalhar para ver se concluímos os 4,6 km, mas só depois de se garantir o reassentamento e a acomodação, sobretudo dos vendedores, que estão naquela zona”.

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