As potencialidades e os desafios da cadeia de transporte e logística em Moçambique estão a ser debatidos, hoje (04 de Setembro), no Pavilhão do Ministério dos Transportes e Logística, no âmbito da Feira Internacional de Maputo (FACIM).


As potencialidades e os desafios da cadeia de transporte e logística em Moçambique estão a ser debatidos, hoje (04 de Setembro), no Pavilhão do Ministério dos Transportes e Logística, no âmbito da Feira Internacional de Maputo (FACIM).
Os seminários decorrem na Zona de Exposição Ferroportuária, Marítima, Logística e Hinterland, espaço que reúne instituições públicas e empresas que desempenham um papel estratégico na cadeia de transporte e logística do país.
Intervindo no evento, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Ferro-Portuário de Moçambique (IFEPOM), Ambrósio Sitoe, destacou a importância estratégica dos Corredores de Maputo, Beira e Nacala para o desenvolvimento económico nacional, bem como para a dinamização do comércio regional e internacional.
Segundo o PCA, a eficiência destes corredores depende de uma cadeia logística integrada, na qual portos, caminhos de ferro, transporte marítimo, terminais, pipelines, plataformas logísticas e postos fronteiriços funcionem de forma coordenada, eficiente e complementar.
“Para que Moçambique possa tirar maior proveito da sua localização estratégica, precisamos de continuar a trabalhar para tornar os nossos corredores mais eficientes, seguros, competitivos, previsíveis e sustentáveis”, afirmou Ambrósio Sitoe.
Neste contexto, apontou como prioridades a redução dos custos e tempos de transporte, a melhoria da interoperabilidade entre os diferentes modos de transporte, a digitalização dos processos, o reforço da segurança e da qualidade das infraestruturas, bem como a criação de condições para uma maior participação do sector privado.
O PCA destacou ainda as medidas em curso para reforçar a eficiência no trânsito e no armazenamento de cargas no Corredor da Beira, com particular enfoque no projecto de construção de uma estrada alternativa de acesso directo ao Porto da Beira, na província de Sofala.
A nova via tem como principal objectivo aliviar o congestionamento na Estrada Nacional n.º 6 (EN6), contribuindo para a melhoria da circulação de mercadorias e para o aumento da eficiência do corredor.
O projecto contempla igualmente a construção de um Porto Seco no distrito de Dondo, para onde deverá ser encaminhada uma parte significativa da carga com origem ou destino no Porto da Beira, permitindo o seu manuseamento e desembaraço fora da zona portuária.
De acordo com Ambrósio Sitoe, a implementação destas infraestruturas poderá contribuir para uma redução de cerca de 30% no tempo de viagem, uma redução de até 20% nos custos operacionais e uma diminuição para metade do número de acidentes.
“A materialização destes projectos vai reduzir significativamente o tráfego de camiões pesados na EN6, diminuir o tempo de espera e melhorar a eficiência logística do Corredor da Beira”, sublinhou.
A realização dos seminários na FACIM constitui, assim, uma oportunidade para a apresentação de projectos, partilha de experiências e identificação de soluções destinadas a fortalecer a integração dos diferentes segmentos da cadeia logística, reforçando o posicionamento de Moçambique como plataforma estratégica de transporte e comércio na região.
