Estradas resilientes discutidas em Maputo

12.11.2025 11:30:00 - Comentário(s)

ESPECIALISTAS REUNIDOS PARA DISCUTIR E ENCONTRAR SOLUÇÕES

Especialistas de 128 países estão reunidos de hoje 12 até 14 de Novembro corrente, na Cidade de Maputo, para discutir e encontrar soluções aos desafios que o sector de estradas enfrenta, de modo a tornar as nossas vias de acesso mais resilientes às mudanças climáticas. O evento foi coorganizado pela Administração Nacional de Estradas (ANE), Fundo de Estradas (FE), Associação Mundial de Estradas (PIARC) e Banco Mundial.

Durante a abertura oficial, o Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe, referenciou que ao acolher o seminário, Moçambique abre-se ao mundo para partilhar e absorver conhecimentos sobre soluções resilientes e economicamente viáveis.

É, também, uma oportunidade para debater estratégias que respondam às necessidades específicas das nossas estradas, sobretudo as rurais, que, apesar de menor volume de tráfego, são vitais para conectar zonas agrícolas produtivas aos principais mercados urbanos”, disse.

Por este motivo, defende que a adopção de soluções inovadoras e de baixo custo é essencial para que o Governo possa implementar programas de estradas orientados para o desenvolvimento acelerado das zonas rurais, promovendo a integração entre agricultura, indústria e turismo.

Durante o seminário serão abordados temas de grande relevância nacional e internacional, como políticas públicas para infraestruturas resilientes em África; adaptação das estradas às mudanças climáticas e outros riscos; avaliação de custos e benefícios da resiliência rodoviária; planeamento, gestão de activos e financiamento de soluções resilientes; estudos de caso e lições aprendidas em estratégias de adaptação e desenvolvimento sustentável.

Matlombe referiu que o certame acontece num momento estratégico em que o país avança com a reabilitação da Estrada Nacional Número Um (N1), enfrentando desafios complexos. Por isso, “valorizamos este espaço de troca de experiências sobre construção, operação e manutenção de estradas resilientes”.

Recordou que Moçambique possui cerca de 31 mil quilómetros de estradas classificadas, dos quais apenas 27 por cento são revestidos. “Esta realidade evidencia a vulnerabilidade da nossa rede viária e reforça a necessidade de soluções técnicas e financeiras que permitam ampliar a cobertura e garantir a manutenção regular das vias”.

Na ocasião, o timoneiro da pasta dos Transportes e Logística aludiu que muitos países membros da PIARC enfrentam desafios semelhantes. Aliás, a precariedade das estradas rurais, agravada por desastres naturais, exige respostas urgentes e coordenadas.

Apelamos para que este seminário seja um espaço de reflexão prática e orientada para soluções. Que os debates aqui partilhados nos ajudem a identificar caminhos concretos de curto, médio e longo prazo, com vista a melhorar a qualidade de vida das nossas comunidades e acelerar o desenvolvimento regional. Acreditamos que, juntos, podemos construir uma África mais integrada e resiliente, através de infraestruturas de transporte que impulsionem o progresso social e económico”.a

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