Fronteira de Ressano Garcia: Um Marco Estratégico para a Integração Regional e o Desenvolvimento Económico

08.04.2026 18:10:53 - Comentário(s)

FRONTEIRA DE PARAGEM ÚNICA ESTÁ A GANHAR FORMA

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, reuniu com a sua homóloga sul-africana, Barbara Creecy, para fazer o balanço sobre as actividades que estão a ser levadas a cabo, com vista à implementação da Fronteira de Paragem Única de Ressano Garcia.

No local, foi constatado que existem progressos alcançados desde a última visita efectuada em dezembro de 2025. A título de exemplo, naquele período havia um congestionamento que chegava a 20 quilómetros ao longo da Estrada Nacional número 4 (N4), o problema já está ultrapassado.

Actualmente, os camiões não levam mais de duas horas para serem atendidos. Aliás, durante a semana a média de espera tem sido de 20 a 30 minutos, o que representa uma melhoria na eficiência. “O Ministro Matlombe me contou, quando nos conhecemos em Moçambique, em novembro, que muitas vezes os camiões levavam três dias para atravessar esta fronteira, o que representava um enorme risco para a eficiência do transporte”, recordou Barbara Creecy.

Isto acontecia numa situação em que as viaturas transportavam produtos perigosos e outras mercadorias que precisavam chegar ao Porto de Maputo rapidamente para posterior carregamento nos navios. “Hoje, graças ao trabalho que fizemos, temos uma média de 17 mil camiões que passam por esta fronteira, por dia”.

Creecy explicou que actualmente, o motorista pára uma vez para mostrar o passaporte e outros documentos relacionados, caso não tenha documentos em ordem é advertido e procura corrigir. Com tudo em ordem passa para o segundo ponto automaticamente. Não precisa parar duas vezes.

“Esta é uma solução temporária, mas o futuro está no quilómetro 7, do lado sul africano, e no quilómetro 4, em Moçambique. No quilómetro 7 será introduzido um posto único que vai envolver a imigração, alfândegas e o processo de carregamento. Esperamos ter, até o próximo ano, completamente digitalizado nas duas fronteiras”, disse.

Por seu turno, João Matlombe explicou que o Governo concordou em consolidar o que se fez como medidas transitórias para acabar com o congestionamento de camiões na N4. “Felizmente, do lado da África do Sul, a ministra está a liderar um processo de transformação do corredor logístico que vai facilitar a integração com os esforços que estamos a realizar do nosso lado, de forma a que o corredor possa desenvolver nossas economias”.

Na ocasião, Matlombe pediu a todas as equipas de trabalho para compreenderem que estão numa fase transitória. “Temos que fazer um pouco mais de sacrifício, mas a curto prazo vamos superar, de modo a ter uma solução mais definitiva que possa permitir-nos trabalhar com menos pressão”.

Acrescentou que “apesar de estarmos numa fase transitória, temos o compromisso de garantir que todos estes projectos cheguem ao fim em breve e que sejam implementados de acordo com as nossas expectativas”, referenciou.

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