Portos da Lusofonia: Motores da Economia Azul e da Cooperação Internacional

20.03.2026 13:44:41 - Comentário(s)

A ECONOMIA AZUL ASSUME PAPEL ESTRATÉGICO PARA O PAÍS 

O sector portuário da para partilhar experiências, identificar soluções inovadoras e, sobretudo, reforçar a cooperação. O encontro está inserido no âmbito daReunião Intermédia dos membros da Associação dos Portos de Língua Portuguesa (APLOP) que decorre sob o lema: “Os Portos, Força Motriz da Economia Azul”.

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, responsável pela abertura do evento, reiterou que os princípios que nortearam a fundação da APLOP mantêm-se vivos, actuais e profundamente relevantes, pois reflectem a visão partilhada dos governos de promover sistemas de transporte eficientes, integrados e sustentáveis, como pilares essenciais para o desenvolvimento socioeconómico.

O desenvolvimento do sector portuário, impulsionado por iniciativas como esta, traduz-se não apenas em ganhos económicos, mas também na criação de oportunidades concretas para os nossos cidadãos. Representa emprego, inclusão social e dignidade. Representa, acima de tudo, esperança”, disse.


Destacou ainda que cada porto modernizado, cada cadeia logística fortalecida, cada ligação estabelecida, não se mede apenas em indicadores económicos, mede-se nas vidas transformadas, nas famílias que encontram novas perspectivas e nos jovens que passam a acreditar num futuro melhor.

É neste contexto que a economia azul assume um papel central e estratégico para Moçambique, principalmente levando em conta a extensa linha costeira nacional e de vastos recursos marinhos, “o nosso país reconhece na economia azul uma via estruturante para o crescimento sustentável”.

Acrescentou que “este sector tem vindo a afirmar-se como um contributo crescente para o Produto Interno Bruto, ao mesmo tempo que se posiciona como um dos pilares fundamentais da estratégia governamental para a diversificação da economia nacional”.

João Matlombe mencionou que a aposta do Governo de Moçambique na economia azul é clara e determinada, pois visa promover um desenvolvimento que valorize os nossos recursos oceânicos, assegurando simultaneamente a sua conservação e criando novas oportunidades nos domínios da logística portuária, pescas, aquacultura, turismo costeiro e energias renováveis marinhas.


Todavia, “este caminho exige responsabilidade. Exige que garantamos que todas as actividades desenvolvidas nos nossos oceanos sejam ambientalmente sustentáveis, socialmente inclusivas e economicamente viáveis a longo prazo. Este é, pois, um momento de reflexão, mas também de compromisso”.

Matlombe reafirmou o compromisso do Governo de, através da empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) continuar a modernizar, a adaptar-se e a responder às exigências de um mercado global cada vez mais dinâmico, onde a eficiência, a segurança e a inovação são imperativos incontornáveis. Estamos aqui para aprender, para ouvir e, acima de tudo, para colaborar.

Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) dos CFM, Agostinho Langa Júnior referiu que sedear aquele evento significa uma oportunidade de permitir a troca de experiências entre os profissionais moçambicanos e os oriundos das instituições portuárias dos países da CPLP e, por essa via, “consolidar a nossa cooperação nos vários domínios do processo de gestão dos portos, à luz das orientações superiores dos nossos Governos”.

Enquanto isso, o Presidente da PLOP, Manuel Nazaré Neto, referenciou que o objectivo daquela conferência é promover um debate estratégico sobre o papel dos portos na consolidação da economia azul, ao mesmo tempo que assegura uma preparação estruturada para o 17º Congresso da PLOP que terá lugar no próximo mês de novembro no Brasil.


“Esta conferência pretende também alcançar quatro propósitos essenciais, dos quais destaque vai para o debate sobre o contributo dos portos para o crescimento sustentável da economia azul; analisar as principais tendências globais em digitalização, descarbonização e inovação portuária; identificar oportunidades de cooperação técnica e institucional entre os portos da Lusofonia e promover a partilha de boas práticas e experiência”.

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