Fronteira Única

14.12.2025 09:00:00 - Comentário(s)

O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, manteve conversações, na manhã de ontem, 13 de dezembro, com a Ministra dos Transportes da África do Sul, Barbara Creecy. A visita de trabalho era para se inteirar do funcionamento do K4, do lado de Moçambique, e do K7, na África do Sul.

Matlombe clarificou que o trabalho em conjunto com as autoridades sul-africanas que tem sido realizado ao longo dos anos para a melhoria do funcionamento do corredor da N4, o corredor do Maputo, sobretudo nesta altura do ano, em que há uma pressão muito grande, com o regresso dos moçambicanos que trabalham naquele país.

“Eles vêm acrescentar a pressão que já temos vindo a ter em relação ao funcionamento de todo o fluxo logístico ao nível do nosso corredor. O que nós fizemos hoje foi um trabalho de detalhe, com vista a analisar desde o ponto de partida no quilómetro 7, do lado africano-sul, avaliar o funcionamento, o desempenho e procurar entender quais são as questões que podem ser melhoradas do lado da África do Sul”.

Ao mesmo tempo que os governantes queriam perceber quais são as questões que podem ser melhoradas. A conclusão a que se chegou é que devem melhorar os processos e procedimentos aduaneiros nos dois países.

“Os colegas da autoridade tributária e das alfândegas, do nosso lado, felizmente estão a fazer um trabalho excelente, com vista a melhoria no atendimento e no fluxo. Do lado africano-sul, há uma pressão grande, por isso mostramos que é preciso trabalhar em equipa para que haja melhorias dos dois sistemas”.

É que segundo explicou de nada valerá se os sistemas forem melhorados do lado moçambicano e não melhorar do lado africano-sul. Por essa razão, houve um compromisso das duas partes, no sentido de se trabalhar em conjunto para ver se conseguir melhorar e, sobretudo, evitar a repetição dos processos. Portanto, “tudo o que é feito do nosso lado não deve se fazer novamente do lado africano-sul. Isso vai ajudar a amenizar a situação”.

Ainda durante a visita, Matlombe, chamou atenção às equipas, pois não faz muito sentido que na fronteira, no local da migração, haja espaço para 10, 15 atendentes e apenas duas ou três pessoas estejam a atender. “A mesma coisa em relação às portadas, que são pontos também que acabam criando, de alguma forma, algum embaraço em relação à fluidez do trânsito. Essas medidas são importantes na questão dos esforços em relação à segurança rodoviária”.

Dada a pressão que se tem neste momento, é importante reduzir a fadiga dos motoristas, que é para não evitar acidentes de viação ao longo das estradas nacionais. “Tomamos medidas e vamos continuar com a monitoria. As equipes já estão a trabalhar”.

O resultado disso é que será possível, a partir da próxima semana, ter a visualização na componente logística desde o quilómetro 7 até Maputo, o que vai permitir tomar decisões pontuais em relação aos pontos de atraso ou alguma demora, isso vai permitir fazer intervenções imediatas, tanto do lado africano como do lado moçambicano. “Começamos a fazer a integração dos sistemas justamente agora”.

Recordou que do moçambicano, praticamente todo o corredor está digitalizado, o que permite o controlo do fluxo de tráfego desde a fronteira até o Porto de Maputo. Entretanto, não existe a visualização do lado sul-africano. “Só a partir dessa informação e integração do sistema do lado sul-africano é que vai nos ajudar a tomar decisões”.

João Matlombe aproveitou a ocasião para deixar uma mensagem aos condutores para que tenham maior segurança e responsabilidade na estrada. “Vamos ser contundentes em todas as situações que acharmos que são graves. Estas medidas visam garantir que as mesmas não voltem a acontecer”.

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